Qual o problema do Nominalismo?

Em seu mais novo livro, Union with Christ, Jordan Cooper procura identificar algumas influências filosóficas que prejudicaram em muito o labor teológico no meio luterano nos últimos três séculos. Depois do abandono do método escolástico que caracterizou toda a era da Ortodoxia Luterana, muitas ideias em níveis de pressupostos – diga-se de passagem, incompatíveis com o luteranismo confessional – mitigaram pouco a pouco tanto a nossa linguagem teológica quanto o próprio conteúdo da nossa fé, como é o caso da doutrina da União com Cristo. Uma dessas estranhas ideias filosóficas é o Nominalismo. Vejamos o que o Dr. Jordan Cooper nos diz sobre o nominalismo e sua incompatibilidade com a fé cristã, e, sobretudo, com o luteranismo confessional:

O Nominalismo como ideologia já existia antes de Tomás de Aquino, mas não era a perspectiva favorita. Pedro Abelardo […] já havia questionado a existência de universais como qualquer coisa real. Em vez disso, ele acreditava que os universais eram designações linguísticas, usadas pelos seres humanos para categorizar várias coisas em categorias unificantes. Seu contemporâneo Roscellinus, foi até mais explícito em sua rejeição das essências [do essencialismo], preferindo falar apenas de objetos individuais. Isso resultou em acusações de heresia em sua doutrina de Deus, onde Roscellinus falava sobre três essências distintas do Pai, do Filho e do Espírito Santo, resultando numa forma de triteísmo. Sem uma essência universal (tal como uma divindade), não pode haver em qualquer sentido real uma natureza compartilhada entre as três pessoas. Isso demonstra que diferentes convicções sobre estas questões resultam em desvios teológicos. O pensador mais popular a argumentar contra o realismo tanto em sua forma platônica quanto em sua forma aristotélica, foi William de Ockham. Este pensador popularizou o que é comumente conhecido como “a navalha de Ockham”, que é o princípio de que se deve construir um argumento com tão poucos pressupostos quanto possível. Com isso em vista, Ockham simplesmente não via a necessidade de essências compartilhadas. Todavia, ele mesmo rejeita as formas mais extremas de nominalismo que se encontram em figuras como Roscellinus, argumentando que pode-se dizer num sentido que essências são reais, mas apenas conceitualmente. É por isso que sua perspectiva por vezes é chamada de conceitualismo. A mente humana usa categorias unificantes para entender e explicar o mundo externo. Enquanto alguns têm visto isto como uma posição mediadora entre o realismo e o nominalismo, a perspectiva de Ockham simplesmente muda a categoria na qual as essências são criadas, de uma linguística para uma mental, deixando-o assim na mesma posição fundamental que os nominalistas anteriores.

Seguindo a Reforma, os escolásticos protestantes utilizaram as categorias do realismo, em vez de as do nominalismo ou conceitualismo. Isto é claro nas declarações de Chemnitz, Gerhard e da Fórmula de Concórdia citadas anteriormente. Conforme discutidas no primeiro volume dessa série, as vezes a linguagem usada é aristotélica, e outras vezes é neoplatônica, esta última refletindo os padres orientais. Seja qual for a forma de realismo que se sustente, é essencial que ela seja capaz de falar sobre uma substância humana num sentido geral para que a encarnação tenha qualquer conexão inerente com indivíduos particulares dentro desta classe. Cristo não está simplesmente linguisticamente relacionado com outras pessoas, nem a sua conexão com as outras pessoas é simplesmente conceitual. Ela é uma conexão objetiva, universal e ontológica. Historicamente falando, é com a perda do realismo que a encarnação deixa de ser um evento salvífico central para o pensamento protestante. A filosofia moderna, surgindo desde Descartes, sem dúvidas foi uma extensão do paradigma nominalista, levando à mudança da metafísica para a epistemologia. No realismo, conceitos na mente se relacionam com o mundo externo da experiência sensível, uma vez que a mente apreende uma essência na qual o objeto participa. Os universais garantem que a pessoa tenha um entendimento do que a realidade externa é. Com a perda do realismo, essa conexão foi cortada, e a “coisa-em-si-mesma” se tornou uma realidade inacessível à mente humana. Isto foi o que levou à mudança kantiana no pensamento teológico e filosófico expresso anteriormente¹.

Fica claro então que o realismo é uma necessidade se devemos ver a encarnação como um evento salvífico universal e objetivo. Sem ele não há nada que inerentemente conecte Cristo com uma verdadeira essência humana. Se este é o caso, a encarnação não pode resultar na cura da natureza humana, uma vez que não há nenhuma natureza humana real e compartilhada.

Jordan Cooper, Union with Christ: Salvationn as Participation, Just and Sinner Publications 2021, pp.96-97.

FINIS

[1] Cooper faz um panorama logo no início do livro, mostrando esta constante filosófica desde Ritschl, Karl Holl, Bultmann, até chegar em Gehard Forde, e em níveis de influências menores em Robert Kolb e Charles Arand.

A Doutrina da Presença Real (Física) destrói a Natureza Humana de Cristo?

Eis uma pergunta que merece uma resposta satisfatória. E com este fim, trago para esta discussão ninguém menos do que o grande Doutor Martin Chemnitz, um dos santos confessores da Cristologia Ortodoxa da Igreja, e uma das principais mentes por trás da Fórmula de Concórdia – o último grande documento confessional da Igreja Evangélica (Luterana).

Antes de adentrar no texto de Chemnitz, chamo atenção para o seguinte fato: o título deste artigo propositalmente parece sugerir que presença real é presença física. Isto quer dizer que uma presença espiritual não é tão real quanto uma presença física? Não, absolutamente não. No entanto, se o que se discute é a presença de uma substância física, então, obrigatoriamente, só podemos falar de uma presença real se a mesma for física. Neste caso, como estamos tratando do Corpo de Cristo, e não de seu espírito, não faria o menor sentido chamar uma presença espiritual de presença real.

Segue o excerto da obra de Chemnitz:

Mas quanto à visibildade e à circunscrição [ou circunscritibilidade] do corpo de Cristo, nós sustentamos, cremos e ensinamos de acordo com a Palavra de Deus que Cristo assumiu um corpo verdadeiro, visível e circunscrito. Todavia, de maneira alguma concedemos aos nossos oponentes que Ele [Cristo] não possa se tornar invisível com seu corpo, ou estar presente de uma maneira invisível e não circunscrita, como, onde e quando Ele desejar, especialmente onde Ele prometeu estar presente em Sua Palavra. Embora o corpo de Cristo possua visibilidade de modo natural, e Ele tenha assumido um corpo visível e verdadeiro; no entanto, a Escritura testifica que Ele se tornou invisível aos judeus (João 8:59), como Teofilato também explica em seu comentário em João, e aos dois discípulos em Emaús (Lucas 24:31). Disto, segue-se inegavelmente que a visibilidade não é uma propriedade essencial da natureza humana assumida de Cristo, de forma que sem a destruição de Seu verdadeiro corpo Ele não possa estar ou se tornar invisível com ele, ou estar presente de modo invisível com este mesmo corpo.

Dr. Martin Chemnitz, Apology of The Book of Concord, CPH 2018, p.14

Explico:

Os oponentes – sacramentarianos [calvinsitas] e zwinglianos – acusavam (e assim o fazem até hoje) os luteranos de anularem a natureza humana de Cristo. Por quê? Porque dizemos que o corpo de Cristo está no Sacramento. Como? Ele está física e substancialmente, embora de maneira invisível e não circunscrita, em vários lugares ao mesmo tempo. Os oponentes protestam: “isto é anular a natureza humana de Cristo”. Percebam que este não é um argumento teológico, mas puramente filosófico, e, como tal, deve ser preterido por argumentos teológicos. Chemntiz é genial quando afirma categoricamente que a visibilidade e a circunscrição não são propriedades essenciais da natureza humana. Em nenhum lugar a Bíblia ensina tal coisa. Pelo contrário, os exemplos bíblicos elencados por Chemnitz atestam justamente o contrário:

Assim, embora Ele [Cristo] tenha assumido um corpo circunscrito, contudo, a Escritura testifica que Ele passou por uma pedra selada em sua tumba (Mateus 28:5-6; cf. Mateus 27:66) e por meio de uma porta trancada pelos seus discípulos (João 20:19) com este corpo, de uma maneira não circunscrita, o que não teria acontecido se a circunscrição fosse uma propriedade essencial do corpo de Cristo, e especialmente de Seu corpo glorificado, como os nossos oponentes arrogantemente afirmam.

Dr. Martin Chemnitz, Apology of The Book of Concord, CPH 2018, p.14

Comento:

Aqui os nossos adversários podem discordar: “mas o milagre não se deu no corpo de Cristo, mas sim nos objetos por ele atravessados”. Concedamos que o milagre tenha se dado nos objetos, concedamos isto apenas por um instante, ainda que a Bíblia se cale a este respeito. Feita esta concessão, agora imagine a cena que a Bíblia quer nos relatar: houve um instante em que Cristo atravessava os objetos e não era visto por ninguém. Agora me digam: o que está acontecendo aqui? Cristo está fisicamente ali, e, contudo, de modo invisível. Daí segue-se o nosso ponto: Cristo pode estar fisicamente presente, ainda que invisível. Nossos adversários escorregam para argumentos físicos (repito! Não são teológicos!), mas mesmo aqui eles não têm razão.

Sigamos com o texto do Confessor:

Além disso, é certamente verdadeiro que nenhum coração humano imaginou que tipo de propriedades espirituais, gloriosas e celestiais os corpos dos santos terão na vida futura [1Co 2:9]. Por que, então, eles querem acorrentar o corpo do nosso Senhor Cristo tão rigidamente a um lugar visível e circunscrito? Eles dizem que a menos que Seu corpo glorificado que foi exaltado a destra de Deus seja destruído, Ele [Cristo] não pode estar presente com ele em qualquer lugar de modo invisível e não circunscrito, muito embora Ele simplesmente prometa fazer exatamente isto em Sua Palavra.

Agostinho, Bernardo e outros pais confessaram explicitamente que o corpo de Cristo é invisivelmente distribuído e recebido com o pão consagrado na Ceia do Senhor; portanto, de acordo com a confissão e doutrina de Agostinho e Bernardo, visibilidade e circunscritibilidade de modo algum são propriedades essenciais do corpo de Cristo pelas quais, a não ser que este corpo seja destruído, Cristo não pode estar invisivelmente presente com seu corpo em Sua Igreja e na Ceia do Senhor de acordo com Sua Palavra e promessa.

Martin Bucer também confessou em suas retratações e em outros lugares, como suas palavras serão citadas mais tarde, que NADA CERTO PODE SER AFIRMADO DA PALAVRA DE DEUS SOBRE SE O CORPO DE CRISTO ESTÁ CIRCUNSCRITO NO CÉU OU NÃO. Agostinho e outros pais mantiveram essa posição no passado, e Bucer também escreveu sobre a presença invisível do corpo de Cristo.

Em resumo, a presença invisível do corpo humano não oblitera a natureza ou suas propriedades essenciais, nem acaba com elas, como nossos oponentes sempre gritam. Também está escrito que os corpos de muitos santos ressurgiram dos mortos com Cristo (Mateus 27:52-53), entraram na cidade santa e apareceram a muitos; ou seja, embora eles estivessem verdadeiramente presentes, não teriam sido vistos. Agora, se Deus o Senhor pode efetuar isto nos corpos dos santos sem destruí-los, quanto mais Ele pode fazer no corpo de Cristo, que é o corpo do próprio filho de Deus, inseparavelmente assumido por Ele e exaltado à destra do poder de Deus?

Dr. Martin Chemnitz, Apology of The Book of Concord, CPH 2018, p.15

Conclusão

Qual é o argumento comumente levantado por calvinistas e outros simbolistas contra a doutrina evangélica do Sacramento do Altar? O de que anulamos a natureza humana de Cristo. Este argumento é teológico? É ele extraído das Escrituras? Não, de maneira alguma. Trata-se de um pressuposto filosófico grosseiro, que não pode se sustentar firmemente. Deve-se dar ouvidos à voz de Deus nas Escrituras, dizendo “Isto é o meu corpo”. Martin Bucer percebeu tal erro e se retratou, desistindo da loucura de afirmar categoricamente que o corpo glorioso de nosso Salvador está preso no céu. Tal retratação deve ser vista como emblemática, tal como a razão (no caso, “aquela prostituta“) se curvando diante das Escrituras, cumprindo o “levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2Co 10:5).

FINIS

“Exorcismo” e outros adiáforos batismais

Nesses últimos dias, enquanto penso nos preparativos para a chegada de minha filhinha ao mundo – nossa pequena Maria – me pus a pensar mais sobre o significado do batismo de uma criança para toda a família e sociedade que nos observa. Como expressar em atos litúrgicos e festivos aquelas vivas verdades que as Escrituras afirmam tão claramente sobre o lavar regenerador da Palavra no Santo Batismo (Tt 3:5)? Creio que a nossa tradição – católica-evangélica (luterana) – tem muito a nos ensinar aqui. Os batismos realizados nas igrejas evangélicas alemãs do século XVI eram realmente marcantes e significativos, reverentes e festivos ao mesmo tempo, um tipo de experiência singular que conseguia traduzir em ato tudo o que as Escrituras tem a dizer sobre o batismo. E isto, eles faziam por meios dos ritos secundários que acompanhavam o batismo. Digo secundários, pois eles nunca foram entendidos como essencialmente necessários, como se a validade do batismo dependesse de tais coisas.

Veja o que Heinrich Schmid reúne dos escritos luteranos ortodoxos sobre este assunto:

Ao ato [do batismo], acrescenta-se uma série de cerimônias e usos mais ou menos importantes, todos eles embora não sendo essenciais ao batismo, pretendem apenas tornar o ato mais solene. [Johann] Gerhard (IX, 308, seq.) especifica os seguintes [usos] comuns em nossa Igreja: “A admoestação quanto ao pecado original [visto que João admoestou aqueles que vinham ao batismo a respeito de suas vidas infrutíferas, Mt 3:10], a concessão de um nome [como na circuncisão, Lc 1:59], o exorcismo menor, o sinal da cruz [“para testificar que a recepção do infante na graça ocorre somente por meio do mérito do Cristo crucificado”], orações [seguindo o exemplo de nosso Senhor, Mt 19:14; Mc 10:14], a recitação do Evangelho, a imposição de mãos, a recitação do Pai Nosso, o uso de padrinhos.” Aqui pertence também a renúncia a Satã (“por meio da qual aqueles que estão para ser batizados, expressam solenemente em palavras que renunciam a Satã e todos os seus artifícios”). Concernente ao exorcismo, Gerhard (ib. 310) diz: “É um testemunho: 1. Do cativeiro espiritual dos infantes no reino de Satã, por causa do pecado. 2. Do fato de que o Messias veio e da redenção adquirida por sua obra; que o homem forte foi vencido e os espólios são distribuídos por meio da Palavra e dos Sacramentos. 3. Da eficácia divina pertencer ao batismo, pelo qual os infantes são transportados do poder das trevas para o reino do Filho de Deus. 4. Do fim principal do ofício ministerial, consistindo não apenas na aplicação dos benefícios de Cristo aos crentes, mas também na guerra incessante contra Satã. 5. É uma confissão pública da Igreja contra os erros dos pelagianos, anabatistas e zwinglianos. E é aprovado pelos testemunhos da Igreja primitiva […]. Chemnitz (Loc. c. Th., III, 161): “Aqueles que omitem ou rejeitam o exorcismo com a opinião e pela mesma razão dos anabatistas e sacramentarianos, porque pensam que os infantes não têm nenhum pecado, e, portanto, não são, por natureza, filhos da ira, ou não estão sob o poder de Satã; ou que, embora sejam nascidos em pecado, em virtude de seu nascimento segundo a carne dos pais crentes, mesmo antes do batismo e sem o batismo, não estão fora do reino do céu e sob o poder das trevas, certamente merecem ser repreendidos e culpados… Mas se essa doutrina do pecado original, do poder e reino de Satã e da eficácia do batismo é garantida por meio de uma aberta confissão; a substância, integridade e eficácia do batismo não dependem deste rito prescrito das palavras do exorcismo, mas a Igreja tem a liberdade de propor e explicar este doutrina em outras palavras mais concordantes com as Escrituras.” A fórmula na Igreja antiga era essa: “Eu te esconjuro, espírito imundo, que tu saias deste servo de Jesus Cristo, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.[Caspar] Broachmann (692), todavia, observa: “As palavras têm, é verdade, a forma de uma ordem, mas elas devem ser tomadas no sentido de uma oração a Deus, com confiança, e com uma natural animosidade, visto serem proferidas contra o inimigo a ser expulso.”

Henrich Schmid, Doctrinal Theology of The Evangelical Lutheran Church, Just and Sinner Publications 2020, pp. 615-16.

Fico feliz de pertencer a uma tradição cristã em que o batismo não é visto apenas como a porta de entrada para uma sociedade religiosa, e nem como uma mera “ordenança”. Batismo é a vitória do Christus Victor na vida do pequeno cristão. Esta vida que passou pelas águas do Santo Batismo é como uma tripulação que está sempre em alto mar bravio e ao mesmo tempo sempre perto do porto seguro, afinal, Deus está sempre propício para com aquele que foi lavado no batismo pelo sangue do cordeiro (1Co 6:11). Tamanha é a graça da glória de Deus neste momento, que nós ousamos dizer para o próprio Diabo durante o “exorcismo menor” que ele está derrotado, não por nossa própria força, mas pela Cruz, cujo sinal o Ministro da Palavra desenhou na fronte daquele que está diante da pia batismal. Daí a insistência de Lutero em que o crente faça o sinal da cruz todos os dias de sua vida logo ao acordar, não por superstição, mas para trazer à lembrança o seu batismo, sua vitória pessoal contra os poderes do mal.

Tal era a importância deste momento para as igrejas antiga e medieval, que mesmo o nome da indivíduo era concedido no dia do batismo. E o motivo é muito simples: a verdadeira identidade e a verdadeira vida não se iniciam no nascimento carnal, mas naquele que é sobrenatural:  “Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te admires de eu te dizer: importa-vos nascer de novo” (Jo 3:5-7). Pois bem, se aquilo que mais importa para nós acontece no batismo – vitória, perdão, vida e salvação – seria estranho se abolíssemos entre nós o costume de se festejar após a cerimônia religiosa. Afinal, há mais sentido em celebrar este dia do que a própria data de nosso aniversário. Portanto, meus amigos, lembrem-se disso sempre que forem participar deste bendito sacramento na vida de alguém: Alegrai-vos! Talvez seja o caso de resgatarmos alguns costumes antigos da rica tradição de nossa Igreja, afim de que aprendamos novamente a experimentar a alegria e animosidade propícias para momentos como este. Isto com certeza dará um novo vigor missionário para nossas comunidades e famílias.